4.12.17

NÃO, NÃO E NÃO!

        Se existe um autor muito mais comentado do que propriamente lido, este autor é o Sr. James Augustine Aloysius Joyce (1882-1941). Nós, ávidos leitores, sempre ouvimos alguém citá-lo, ou nós mesmos o fazemos, em nossas conversas literárias. O cara carrega deveras um nome de peso e poder usar seu santo nome em vão traz certo status e impressiona quem ouve. O que ninguém assume, no entanto, é que fugimos de sua obra como o diabo foge da cruz.
        Grandessíssima bobagem! Toda essa aura de inatingibilidade em torno do autor deve-se especificamente às suas grandes e desafiadoras obras-primas, fonte para milhões e milhões de artigos acadêmicos, Ulisses (1922) e Finnegans Wake (1939). Uma boa maneira, no entanto, de desmistificar a ideia de que James Joyce é um escritor destinado apenas a eruditos e grandes acadêmicos é aventurar-se nas leituras dos contos de Dublinenses (1914) e de seu primeiro romance, Um retrato do artista quando jovem (1916).



       É sobre seu impecável romance de estreia que irei me debruçar e tentar expressar quão surpreendente é a experiência de mergulhar nesse labiríntico, porém libertador, fluxo de consciência.

          EXTRAORDINARIAMENTE ORDINÁRIO
       Um retrato do artista quando jovem trata-se de um bildungsroman em que os leitores acompanharão o desenvolvimento físico, psicológico, moral, cultural e linguístico do desajustado Stephen Dedalus, alter ego do escritor irlandês, da infância até o início da vida adulta. O personagem - longe de se equiparar a outras grandes figuras literárias - é tão ordinário que forte empatia será desperta nos leitores, especialmente se você seguiu o conselho do anjo que vive na sombra e se tornou gauche na vida.

Fonte: https://flavorwire.files.wordpress.com/2014/11/james-joyce-011.jpg?w=1701

        As primeiras experiências de Dedalus estão estritamente ligadas às projeções parentais, principalmente vindas da mãe, para que ele siga a vida clerical, sua difícil convivência com os colegas e professores da escola jesuíta e as intensas brigas sobre religião e política entre os familiares. O leitor já poderá perceber que as temáticas políticas e religiosas servem de base à formação de caráter de Stephen.
        Após o pai adquirir altas dívidas e declarar falência, Stephen e a família acabam tendo que ir morar na periferia de Dublin. Com a ajuda do diretor da escola jesuíta, Dedalus consegue uma bolsa de estudos no Colégio Belvedere e é nos prostíbulos próximos ao colégio que ele descobrirá os prazeres carnais e terá sua primeira grande crise existencial.

“Uma fria indiferença reinava em sua alma. Com seu primeiro pecado violento, ele sentiu uma onda de vitalidade que saía de si e temeu descobrir que seu corpo ou sua alma tinham sido mutilados por aquele excesso. Em vez disso acabou sendo levado pelo seio da onda para fora de si e depois devolvido quando ela recuou: e nenhuma parte de corpo ou alma tinha sido mutilada, mas uma negra paz se estabeleceu entre eles. (JOYCE, 2016, p. 131)

     Os instintos e impulsos da natureza humana tomam espaço e todos os ensinamentos familiares e religiosos são colocados em xeque. No entanto, é durante um retiro espiritual que Dedalus viverá um grande pesadelo: o sermão de um padre sobre o Inferno – tão assustador que até o meu ateísmo ficou abalado – fará com que ele sinta a maior das culpas por ter tido experiências sexuais.
     São com esses questionamentos e com um sentimento perene de não-pertencimento que o universitário Stephen acabará descobrindo nas Artes a válvula de escape perfeita para dar início a um processo de renascimento do seu ser. Processo que o fará desenvolver uma teoria estética que mudará drasticamente todos os rumos de sua vida.

           É SEMPRE MAIS DIFÍCIL DIZER NÃO!
        Um retrato do artista quando jovem tem como epígrafe, um verso retirado de Metamorfoses, de Ovídio:

“E ele voltou seu espírito para artes desconhecidas.”

      O verso faz referência direta ao mito de Dédalo, artesão responsável pela construção do labirinto que aprisionava o Minotauro, uma criatura que assustava o reino de Minos, na ilha de Creta.
        Quando o rei Minos descobre que Dédalo ajudara seu rival Teseu a destruir o monstro, ele decide aprisionar o artesão e seu filho no centro do labirinto para que ali ficassem até a morte. Dédalo volta, então, sua mente para artes desconhecidas e constrói asas com cera e penas de pássaros com as quais ele e seu filho pudessem fugir dessa prisão.

Fonte: https://mitologiahelenica.files.wordpress.com/2015/03/1a.jpg?w=640

            Assim como Dédalo, Stephen Dedalus descobre nas artes desconhecidas – principalmente na teoria estética de São Tomás de Aquino – a ferramenta imprescindível à construção de sua individualidade e ao voo para além das muralhas labirínticas que haviam sido erguidas em seu entorno.

“O instante em que aquela suprema qualidade do belo, a clara radiância da imagem estética, é apreendida de maneira luminosa pela mente que foi detida por sua integridade e fascinada por sua harmonia é a luminosa estase silente do prazer estético, um estado espiritual muito afim à condição cardíaca que o fisiologista italiano Luigi Galvani [...] chamou de encantamento do coração.” (JOYCE, 2016, 261)

        Esse “encantamento do coração” será o erguer de véus dos olhos de Dedalus fazendo com que ele tome consciência, ainda que de maneira tumultuada, de que sua existência é única. Por conseguinte, essa exclusividade de ser e de existir dar-lhe-á direito de dizer todos os “nãos” às projeções impostas pela sua família, pela religião e até mesmo àquelas impostas pela história da sua pátria.
“- Os meus ancestrais jogaram fora a sua língua e adotaram outra – Stephen disse. – Eles deixaram um punhado de estrangeiros dominar o povo. Por acaso você acha que vou pagar na minha vida e na minha pessoa as dívidas que eles criaram? Para quê?” (JOYCE, 2016, 249)

           CONCLUSÃO
      Impossível é tratar dos profundos assuntos abordados nas páginas desse pequeno romance em uma única resenha. Talvez nem mesmo as melhores teses ou artigos façam jus à grandiosidade empírica que é poder entrar em contato com a existência de Stephen Dedalus, pois conhecer tal personagem é conhecer a própria Vida.
        Enquanto lia o livro, pensei estar lendo minhas próprias memórias: o bullying durante a vida escolar, a pressão das projeções parentais e sociais, um despertar culpado da sexualidade e, principalmente, a descoberta de um sentimento de pertencimento através da Arte.
        Dedalus é a representação de que a elaboração de uma “estética” exclusiva e individual é a resposta para uma das principais questões existências do ser-humano: “quem sou eu no mundo?”

“- [...] Eu era outra pessoa naquele tempo. - Como assim outra pessoa? O que é que você quer dizer com isso? - Eu quero dizer – disse Stephen – que eu não era como sou agora, como tinha que vir a ser.” (JOYCE, 2016, p. 293)

    Joyce, na construção de uma alegoria impecável, conseguiu ilustrar o sonho de todos nós, seres-humanos ordinários: o desnudamento da alma de toda e qualquer projeção exterior para a construção da individuação do ser. Um ser livre, liberto e imune à intolerância, à ignorância e ao receio de ser o que queremos ser.


OBRA CITADA
JOYCE, James. Um retrato do artista quando jovem; trad. Caetano W. Galindo. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2016.

30.10.17

A FORÇA DO AMOR

        As aparições de Cupido e Afrodite nas histórias mitológicas nos trazem uma única certeza: confusão. Puck, versão shakespeariana do travesso arqueiro grego, também conseguiu transformar os sonhos amorosos de uma noite de verão em uma quase tragédia. Resumindo, já é sabido por todos que o amor, sentimento cantado pelos poetas e tão cobiçado pela humanidade, ainda que o catastrófico cenário atual do mundo pareça destoar dessa ideia, é estopim de muita confusão, drama, tragédia e reviravolta. Mas o que seria de todos nós – Lord, what fools these mortals be! – sem o bendito do amor, não é mesmo?
       Segundo Jung, o oposto do amor seria o poder, pois em sua jurisdição a existência de qualquer sentimento fica impossibilitada. Afirmo: o oposto de amar é ter medo. Alguns buscam o amor por simplesmente temer que a solidão lhe seja a única companheira; outros o buscam por medo de desonrar a família; os que já amam e são amados temem pela perda da pessoa que se ama... Sim, é para aplacar os infortúnios do medo que buscamos esse laborioso e imprevisível sentimento.



         É sobre a conflitante dicotomia amor versus medo que o enredo de O filho de mil homens, romance do já consagrado autor português Valter Hugo Mãe, é construído.

          UMA DISCREPANTE COLEÇÃO DE HUMANOS
        Crisóstomo acabou de completar quarenta anos e se sente um “meio-homem” por não ter tido filhos. Camilo não sabe quem é seu pai, sua mãe morreu durante o parto e ele perdeu seus avós adotivos. Isaura é usada e enganada pelo pretendente a marido, o pai morre de desgosto e a mãe sofre de uma doença misteriosa. Antonino, filho de Matilde, sofre todo tipo de violência por ser o “maricas” do vilarejo. Matilde culpa-se pelo filho homossexual e acha que falhou como mãe. Mininha é filha da caseira de Matilde e acaba se vendo órfã após a estranha e repentina morte da mãe... É sobre essa intrincada miríade de personagens que o Amor decide colocar à prova o seu poder de transformação.
         Com histórias distintas e desconexas, à primeira leitura, o narrador de O filho de mil homens tece de forma precisa – com a linha de coser do acaso – um cenário onde essas células diversas passam a se comunicar e a identificar o conteúdo análogo que preenche seus núcleos: o medo de não amar nem ser amado. Aos poucos todos os personagens acabam se transformando em um organismo cônscio e harmônico, confirmando a máxima que de alguma forma, ainda que racionalmente inexplicável, todos os organismos estão conectados.

[...] todos nascemos filhos de mil pais e de mais mil mães, e a solidão é sobretudo a incapacidade de ver qualquer pessoa como nos pertencendo, para que nos pertença de verdade e se gere um cuidado mútuo. Como se os nossos mil pais e mais as nossas mil mães coincidissem em parte, como se fôssemos por aí irmãos, irmãos uns dos outros. (MÃE, 2011, p.188)

         O TEMPO DOS SENTIMENTOS
       Com esse romance Valter Hugo Mãe prova não somente sua maestria com o lirismo das palavras – desafio o leitor a encontrar alguma página sem uma frase poeticamente impactante – mas também seu domínio sobre a forma como o elemento temporal interfere na construção de seu enredo.
        Ao contrário de seus outros romances, onde os personagens, à primeira vista, parecem amorfos e ganham forma completa somente com seus desfechos, em O filho de mil homens, o leitor tem uma ideia bem definida de quem os são – apesar das surpresas guardadas em suas páginas. O único elemento sem forma, volátil e inconstante é o tempo.
        A linearidade do tempo aqui é inexistente; o passado e o presente se revezam na construção de uma memória. O mais interessante, no entanto, é notarmos que esse quebra-cabeça cronológico não trata do resgate da memória de qualquer um dos personagens. Validando a ideia da relatividade do tempo em relação aos sentimentos, podemos facilmente vislumbrar o Amor como a voz narrativa desse romance. É a memória deste nobre sentimento que é recuperada e inunda as páginas desse belíssimo livro.
Auguste Rodin, O Beijo, 1889.
Fonte: https://fernandoeichenberg.wordpress.com/2017/03/29/a-onda-de-choque-de-rodin-no-grand-palais/

    Valter Hugo Mãe presenteia seus leitores com um livro de imprescindível importância para desestruturar as tradicionais convenções sociais de família. Ainda que soe piegas – certas coisas não podem ser ditas de outra forma – O filho de mil homens quer (re)confirmar que a constituição de uma família não depende de questões genéticas, influências consanguíneas ou procedimentos legais, mas apenas da vontade de amar. 
      Seu livro aborda também outras sérias questões, como a misoginia, o preconceito e a violência, e prova que todos os grandes problemas sociais que nos assomam estão relacionados com o sentimento de medo, pois é ele que nos faz afastar daqueles que não nos parecem semelhantes. É o medo, com suas barreiras geladas, que nos isola do desconhecido. É o medo, com sua visão limitada, que nos condiciona ao status quo. Sim, o medo é apenas uma extensão covarde da ignorância.

OBRA CITADA
MÃE, Valter Hugo. O filho de mil homens. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

1.10.17

TODAS AS CORES DO MUNDO

        Começo a escrever esse texto e sinto que não me será possível escrevê-lo de forma tão analítica. Primeiro, não quero entregar muitos detalhes do surpreendente enredo do livro. Segundo, não consigo desligar-me de forma emocional dos temas abordados nele. Isso, no entanto, parece-me um bom sinal, pois nada mais gratificante que a sensação de transformação que um bom fruto da arte pode nos proporcionar, não é verdade?
        Tenho plena certeza de que todos que me leem agora já tiveram a sensação de “por que não fui eu que escrevi isso?”. Ou sentiram-se tocados ao ouvir uma canção, ou ao ler os versos de um poema, ou ao admirar um quadro numa galeria. Sim, todas as obras criadas sob a benção das filhas de Mnemósine são capazes de transformar o mundo. Corrigindo… São capazes de transformar os olhos com os quais vemos o mundo.



        É um olhar singelo, porém, intensamente poético que o livro Todas as cores do mundo, do jovem escritor italiano Giovanni Montanaro, lançará sobre esse poder de transformação que a arte tem em nossas vidas.

        EM TERRA DE LOUCO QUEM TEM UM PINGO DE CONSCIÊNCIA É LOUCO TAMBÉM.
        A estrutura narrativa de Todas as cores do mundo consiste em uma grande missiva escrita por Teresa Sem Sonhos, moradora de uma cidadezinha belga chamada Gheel (amarelo, em holandês), mais conhecida pelo epíteto “terra dos loucos”. A narradora é parida no meio da rua por uma moradora maluca que acaba falecendo no trabalho de parto. Para não ser abandonada, Teresa é adotada pela família Vanheim que decide registrá-la como louca para receber um benefício financeiro que garantirá à menina pelo menos o dote para se casar quando adulta.
        É através do olhar de Teresa Sem Sonhos que os leitores descobrirão como foi sua vida nessa pequena cidade em que a loucura parecia estar embrenhada no solo, no ar e na água e que silenciosa e sorrateiramente acabava penetrando na alma de seus moradores. Ser louco ali não era incomum, tanto que em vários momentos vemos seus tresloucados habitantes em situações corriqueiras e banais convivendo harmoniosamente em sociedade. O que Teresa Sem Sonhos jamais poderia esperar era que sua vida mudaria drasticamente com a chegada de um peregrino à cidade de Gheel: Vincent van Gogh.

Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/b/b2/Vincent_van_Gogh_-_Self-Portrait_-_Google_Art_Project.jpg

       O grande trunfo do romance de Giovanni Montanaro reside no casamento perfeito entre realidade e ficção em torno do passado do Sr. van Gogh. Um hiato entre agosto de 1879 a junho de 1880, em que o futuro pintor não escrevera ao seu irmão Theo, e cartas de 1881 a 1882, em que o pintor cita Gheel e a intenção do pai de mandá-lo para lá, farão com que o aparecimento de van Gogh na vida da personagem Teresa Sem Sonhos ganhe dimensões ainda mais legítimas e poderosas.

            O TOQUE DAS MUSAS
     Quando entramos em contato com alguma obra de arte estabelecemos automaticamente diversas relações com o objeto físico: o relacionamento (nem sempre empático) entre apreciador e criador e as relações sensoriais (tática, visual, auditiva e olfativa) são exemplos disso. Há, no entanto, uma relação que ansiamos ainda mais – que vai muito além do caráter prático e objetivo entre homem e objeto – que é a sensação de sermos transportados a um universo paralelo onde encontraremos finalmente uma maneira de nos tornarmos cônscios de nossos sonhos, anseios e medos. Saindo muitas vezes dessa interação transformados e vendo o mundo ao redor com outras cores.
        Relação semelhante acontecerá quando o andarilho ruivo chegar a Gheel. Teresa se apaixonará perdidamente por ele, pois seus instintos já percebem que aquele homem estranho, de cabelos de fogo e olhar vívido, nascera com o destino de ser um grande pintor. Os dois começam, então, uma bela jornada em busca do autoconhecimento. Van Gogh, incentivado por Teresa, começa a descobrir seus dons artísticos e Teresa, atingida em cheio pelos sentimentos, descobre-se como um ser capaz de amar.
Somos dois girassóis pintados sobre um fundo azul. Duas flores infladas, maduras, frente a frente, como se se fitassem, como se se falassem ao ouvido. Uma parece proteger a outra. Não se percebe bem onde estão apoiadas; talvez sobre uma mesa coberta por um pano, talvez sobre um céu azul. Uma das duas tem dentro como que uma pupila, um olho inquieto, e as corolas parecem chamas. É um olhar que queima, que arde. Como o seu. Os talos dos girassóis não se sabe bem onde começam, talvez ainda estejam presos à planta. Mas, a mim, parece que as duas flores foram cortadas; percebe-se isso por uma sombra que têm, como se já estivessem começando a murchar.São duas.Parecem estreitar-se, abraçar-se, procurar calor.Somos nós dois?Somos nós dois, aqui?” (MONTANARO, 2014, p. 110)

        O que Teresa, entretanto, não poderia vislumbrar era que ao incentivar van Gogh a pintar, criava concomitantemente o antídoto perfeito para os demônios que assombrariam sua alma no futuro. É nesse momento que o leitor ficará boquiaberto com o surpreendente desfecho desse romance.

Fonte: https://www.vangogh.net/images/paintings/two-cut-sunflowers.jpg

        Com um enredo que poderia ser apenas mais uma simples história de amor, como muitas outras que já lemos, Montanaro consegue surpreender ao nos presentear com um turning point deveras inesperado, espantoso e incrível – a ponto de me fazer conferir a numeração das páginas para ver se não faltavam folhas no meu livro. E ao final da leitura, o leitor perceberá que Todas as cores do mundo é um grande alerta para que possamos perceber como todos nós somos influenciados pela indiferença da razão, pelo daltonismo da ciência e pelas infelizes e cruéis convenções sociais.

É pela cor que se compreende se os frutos estão maduros, se uma boca é saudável, se um melro é fêmea ou macho, se um inseto é perigoso, se um cogumelo é comestível, se o dia acabou e se a água pode ser bebida. Se a pessoa está feliz ou triste. (MONTANARO, 2014, p. 86)

Fonte: https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/ea/Van_Gogh_-_Starry_Night_-_Google_Art_Project.jpg/1280px-Van_Gogh_-_Starry_Night_-_Google_Art_Project.jpg

OBRA CITADA
MONTANARO, Giovanni. Todas as cores do mundo; trad. Joana Angélica d’Avila Melo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2014.